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Entrevista
Postado em: 12/03/2012 às 07h21
TAMANHO DA FONTE A- A+
Entrevista com Luiz Antonio Teixeira

 Entrevista concedida ao colaborador Fábio Andrey P. Pereira

CP – O que o levou a colocar seu nome à disposição do Partido dos Trabalhadores a da sociedade penedense para disputar o cargo de prefeito em Penedo?

Luiz Antonio - O simples fato de conhecer de perto os problemas que afligem a população mais carente, e quando falo de perto é de perto mesmo, pois venho de origem humilde e continuo me enquadrando nesta camada da sociedade que é usuária do SUS, transporte coletivo, etc. Trabalho também na rede pública de ensino há doze anos e conheço o dia-a-dia do corpo docente e discente, o que me faz poder fazer algumas avaliações das dificuldades enfrentadas pelos profissionais da Educação e assim poder contribuir para que haja uma melhoria significativa. Acima de tudo sou um penedense que vive em Penedo, e vive para Penedo, exercendo a minha cidadania na imprensa falada e escrita sempre reivindicando melhorias para a mesma.

CP – Muitas pessoas em Penedo não acreditam que o senhor levará essa posição de pré candidato à frente. O Senhor seguirá adiante?

Tenham plena convicção que se depender da minha vontade a resposta é um sim maiúsculo. O que pode vir a impedir o meu intento será a decisão tomada pela maioria na convenção do partido que acontecerá até junho deste ano e que terei que acatar, caso não seja aprovado o meu nome aceitarei a derrota e abraçarei o vencedor, faz parte da Democracia. Infelizmente, na Política de hoje quem pode afirmar que é candidato é quem é o “dono” do Partido, e eu, como sou apenas um mero filiado terei sim esta dificuldade.

CP – Em Penedo existe um clamor popular para eleger um candidato penedense em detrimento de candidaturas chamadas “forasteiras”. O senhor se aproveitou dessa “onda” para lançar seu nome?

Por incrível que pareça não. Sei que o fato de não ser um “forasteiro” é visto de forma positiva pelo eleitorado penedense cansado de ser governado pelos que aqui não nasceram. Particularmente o que vejo de mais essencial em um candidato é atitude e coragem para moralizar a Administração Pública e isto acredito que tenho de sobra. Lamento somente pela sociedade civil organizada em Penedo não fazer a sua parte e preferir continuar refém destes “forasteiros”. Não basta somente ser filho da terra, mesmo porque existem pré-candidatos penedenses em que eu não votaria nem “amarrado” por se tratarem de pessoas que dizem amar Penedo, mas o que amam mesmo são os cargos públicos no governo, seja na esfera federal, estadual ou municipal.

CP – É verdade que existe certa rejeição dentro de seu partido, o PT, em torno de seu nome para a disputa para prefeito de Penedo?

Confesso que sim, mas atribuo isto às pessoas que não conhecem verdadeiramente o meu caráter e potencial, mal sabem estes como procuro e posso contribuir para o engrandecimento da nossa cidade. Muitos destes que relutam ainda em aceitar a minha pré-candidatura se julgam militantes nos quadros do PT, mas não militam realmente na vida política da cidade. É duro ter que admitir isto, mas percebo que estes aos quais me refiro preferem que o partido aqui em Penedo continue sempre pequeno para que eles continuem “grandes”.

CP – O neo petista, Alfredo Pereira também colocou seu nome à disposição do partido, lançando-se como pré candidato. Como o senhor viu essa posição de Alfredo Pereira?

Sou filiado há mais de doze anos no PT e participei ativamente da luta quando Lula não tinha chegado à presidência da República, acho que isto revela o meu perfil de alguma forma e me credencia a ser pré-candidato. Quanto ao neófito companheiro Alfredo Pereira ter colocado o seu nome para avaliação interna também, vejo de forma salutar para o processo democrático. Tudo isto se deve à entrada de novos companheiros e com uma nova linha de pensamento e que prometem dar uma nova cara ao PT municipal.

CP – O prefeito de Penedo, Israel Saldanha afirmou em entrevista que é o único candidato que tem “farinha no saco” para enfrentar a disputa para o cargo de prefeito. Como o senhor analisa essa declaração do alcaide. E o senhor também tem “farinha no saco”?

Continuo afirmando como assim o fiz no programa de Rádio Cidade Total, ou seja, a declaração feita pelo Chefe do Executivo Municipal, embora tenhamos conhecimento de sua extrema religiosidade foi infeliz cometendo um dos “pecados capitais”, a Soberba. Entretanto, admito que foi verdadeiro ao assumir que tem “farinha no saco” pois possui a máquina administrativa à seu favor e esta expressão, em outra linguagem, dá à  entender que trata-se tão somente de estrutura de campanha. Em relação à minha campanha, para a tristeza dos que gostam desta “farinha”, lamento informar que não disponho, o que posso oferecer ao eleitor será uma “ficha limpa”, porém a “dispensa” onde poderia armazenar a tal da “farinha” estará também “limpa”. Quero deixar aqui um alerta aos que pretendem recebê-la: cuidado para que esta “farinha” não cause indigestão durante quatro anos.

CP – O senhor reclama que parte da mídia em Penedo faz uma defesa exagerada do atual gestor. E o senhor como está sendo tratado pela imprensa local?

Tenho percebido que existe um “diário oficial” ligado à municipalidade que tenta desqualificar a minha pré-candidatura ao associar o meu verdadeiro nome a um apelido, coisa que não acontece com as outras. Em parte compreendo, pois é bem pago para esta missão, mas espero que continue somente nisto, pois, caso contrário, tomarei as medidas cabíveis para que isto não vá mais além, enfim, todas as pré-candidaturas postas merecem respeito. Alguns poucos me conhecem e me chamam de Tonho Cão, nada de mal nisto, mas outros podem associar o apelido a alguém ligado ao diabo e não o sou, confesso que estou me portando até como um “santo” não levando em consideração o fato deste “diário oficial” está dando tanta ênfase em seus artigos a este apelido. Será que eu estou incomodando muito mais que os outros?

CP – O prefeito Israel Saldanha chamou no início deste ano, parte da imprensa penedense para um “entendimento”, também se vê um movimento maior com relação a inaugurações. Como o senhor, como pré candidato, encara essa nova posição do prefeito de Penedo?

Vejo da seguinte forma; o Chefe do Executivo Municipal percebeu que a Imprensa tem um papel importante na opinião pública. Embora existam alguns veículos de comunicação ligados a ele e que recebem alguma “ajuda de custo”, algumas delas bem “generosas” por sinal, mas que não têm credibilidade alguma na cidade, ele achou por bem ter por perto todos os demais. E olhe que já existe a SECOM se encarregando de divulgar as ações da Administração, mas pelo visto a população não dá crédito algum. Alguns como os que se contentam com migalhas e são também comunicadores aceitaram, mas aqueles, ou melhor, o Jornal e Site Conexão Penedo deram um sonoro não à Secretária Rosaly Cavalcanti, com exceção de um colaborador, e a gente até entende, pois é ligado à administração atual. Existem ainda os que permanecem fiéis aos seus princípios e continuam mostrando as deficiências da Administração com o intuito de ajudar. Cheguei à conclusão que esta decisão foi tardia, pois o Prefeito deveria ter dado mais atenção aos que o criticam que os que atualmente vivem lhe bajulando. Não sei até quando!

CP – Comenta-se na cidade que os atuais pré candidatos, na verdade, vêm somente com a intenção de barganhar cargos com os principais candidatos a prefeito. Como o senhor se posiciona diante desse argumento?

Posso falar por mim, pois tenho independência para tal. Espero que esta eleição não polarize entre duas chapas e surja uma terceira via, porém, caso isto venha a acontecer, para minha tristeza é claro, confesso quer não baterei à porta do Prefeito eleito para lhe cobrar nada, mesmo porque somente tenho a dar o meu precioso voto, ao contrário de muitos líderes comunitários que se acham “coronéis”. Terei que fazer a minha escolha e procurarei votar no menos nocivo, já que não vislumbro até o presente momento um que reúna todas as qualidades suficientes para gerir os destinos da cidade em minha concepção. O fato de ser um “doutor” não representa nada, diante dos compromissos firmados com determinados grupos políticos de alguns que se mostram como pretensos candidatos e que inviabilizarão o progresso do município ribeirinho. O governo Lula quebrou este paradigma de que para se governar tem que ser “letrado”. O que posso adiantar é que não voto em nenhum candidato ligado a este grupo político atual. Continuo acreditando que Penedo precisa de uma mudança radical.

CP – A chapa Alexandre/Israel ganhou as eleições contra o ex-prefeito Március Beltrão criticando a Saúde em Penedo. Em seu ponto de vista, qual área do governo Saldanha, devido a sua fragilidade poderá ser questionada em campanha?

Acreditava-se que Alexandre seria mesmo “o Grande” e teria a mesma habilidade e coragem à frente da Secretaria de Saúde Estadual que teve o rei da Macedônia, no que se referia a sanar os problemas existentes na referida pasta, ledo engano, não aconteceu. Os penedenses mostraram-se crédulos quanto à sua boa performance à frente da referida secretaria e sendo ele, um cidadão que por três mandatos foi prefeito da cidade e aqui tem residência fixa, porque não iria ele puxar a “brasa para sua sardinha”, ou quem sabe, para o SALDANHA? Infelizmente não aconteceu. Diante das reclamações da comunidade, vejo que além do setor de Obras, que somente estão dando continuidade agora por se tratar de ano eleitoral, a Saúde que tanto foi criticada na Gestão anterior venha ser também o “calcanhar de Aquiles” desta.

CP – Hoje a Unidade de Emergência vive sua pior fase, mesmo sendo assistida com verba mensal pelo governo do estado. O que o senhor sendo eleito fará para salvar a UE?

De início, fazer uma devassa nas contas desde a Gestão do ex-prefeito Március para constatar mesmo se estes recursos estão sendo devidamente empregados e procurar dar um atendimento mais humanitário aos usuários, além de regularizar o pagamento do BPA. É inadmissível o que está acontecendo com estes servidores da Saúde em se tratando de valores tão irrisórios.

CP – O governo Saldanha bateu sempre de frente com os servidores públicos, enfrentou manifestações, paralisações em várias áreas, principalmente com médicos e agentes comunitários, e pela primeira vez na história de Penedo enfrentou uma greve geral por parte dos servidores. Qual será seu tratamento com os servidores públicos municipal?

Por ter participado também deste momento histórico vivido em Penedo como foi a única greve deflagrada que tenho conhecimento, onde o Prefeito Israel Saldanha mostrou-se irredutível de início quanto ao diálogo com os Servidores do município, posso até assim dizer que senti na “carne” como os demais, o que tirei como experiência para minha vida e que pretendo colocar em prática caso venha à se tornar prefeito da minha querida e abandonada cidade é que: deve-se acima de tudo aprender à ouvir. Como já dizia minha avó, é conversando que a gente se entende.

CP – O senhor combate com veemência uma prática bastante utilizada em Penedo que é o desvio de função de servidores públicos do estado para o município e vice-versa. O senhor sendo eleito, qual posição adotaria para acabar com essa prática?

Havendo a real necessidade sim, poderíamos fazer a permuta desde que o alunado não fosse prejudicado em hipótese alguma, mas o que estamos vendo nesta atual administração são os “arrumadinhos” para acomodar os que se engajaram na campanha passada e novamente pretendem gastar vários solados de sapatos nas futuras caminhadas. Parafraseando uma máxima popular que diz: “lugar de aluno é na escola”, eu afirmo: “lugar de professor é na sala de aula”, é claro que transmitindo conhecimento e não no EMBROMACION. Se bem que têm alguns que preferem continuar prestando seus “relevantes serviços” em secretarias do município tomando cafezinho e vendo os carros trafegarem.

CP - É verdade que o senhor dispõe de projetos na área artístico/cultural para dar atenção especial aos artistas da terra?

Sim. Converso bastante com estes artistas e percebo que existe uma enorme desmotivação neles causada pelo tratamento recebido dos que estão responsáveis em desenvolver projetos na cultura local. Devido à falta de incentivo as produções locais no Teatro, dando como exemplo a Companhia Penedense de Teatro, na Pintura e Escultura, citando como exemplo o esquecimento da Escola de Santeiros e na Música a ausência de divulgação das Bandas locais visando, porque não, apresentações em outras cidades, nossos artistas têm motivos para tamanha preocupação visto que alguns sobrevivem da arte. Espero poder contribuir para que estes possam criar boas expectativas e terei um “imortal” ao meu lado sendo o meu braço forte nesta área, ainda não posso revelar o seu nome, mas tenham certeza que ele conhece do “mitier”. Vejo como positiva a ação desenvolvida pela atual administração em promover o evento Mais Lazer e Cultura que acontece todos os sábados na Praça 12 de abril, pretendo levá-lo adiante, pois tenho como meta de trabalho aproveitar tudo que for de vital importância para o desenvolvimento cultural na cidade. É uma pena que só perceberam isto às vésperas do início da campanha eleitoral. Uma das minhas prioridades será o pagamento mais célere aos nossos artistas quando estes fizerem suas apresentações, evitando assim vexames nas Rádios com cobranças e expondo toda Administração ao ridículo.

CP – Por militar no rádio penedense, o senhor cobra constantemente ações do poder executivo, dentre elas, uma moralização com relação à locação de veículos pela administração municipal. Quais atitudes o senhor tomaria para coibir ou diminuir essa prática?

Meu caríssimo entrevistador, quando se pretende moralizar a coisa pública atitudes drásticas devem ser tomadas e não hesitarei em executá-las, isto se a população penedense depositar sua confiança em mim no dia sete de outubro. Sei que desagradarei alguns baixando estes meus primeiros decretos: o primeiro proibindo terminantemente a locação de veículos particulares e o segundo a não contratação de pessoas aposentadas pelo município para prestação de serviços, sejam elas oriundas do serviço público ou privado. Nada que me abale em relação à opinião pública quanto a esta medida de “choque”, porém necessária e será uma minoria. No meu entendimento, quem possui um automóvel particular deve utilizá-lo paro o seu uso pessoal e não para deixá-lo estacionado defronte às secretarias à disposição de pessoas que poderiam ter os mesmos serviços e executados pelos taxistas locais. Aos aliados, diferentemente desta administração que acolheu os “inimigos”, havendo a real necessidade e não ferindo a LRF, terão a oportunidade de serem contratados e mostrarem se são capazes ou não de prestarem um bom serviço à comunidade. Basta de pessoas parasitando na Prefeitura!


CP – Além da área cultural e artística, quais seus projetos para a cidade de Penedo, caso o senhor venha a ser eleito prefeito de Penedo?

Falarei de projetos futuramente, sinto-me na obrigação de ser sincero com os eleitores penedenses cansados de tantos projetos apresentados em campanhas e que ficam somente no “projeto de fazer”. De antemão, posso comunicá-los que além do corpo técnico hiper capacitado dentro dos quadros do Partido dos Trabalhadores, existem pessoas que já se dispuseram em elaborá-los nas várias áreas, e gratuitamente já que não possuo “farinha no saco” para pagá-los. Estes projetos serão revelados e discutidos com os munícipes que devem ser os verdadeiros agraciados vindo o meu nome ser aprovado na convenção partidária. Creio eu que todo o poder emana do povo, segundo a nossa Carta Magna e como o povo é um fator determinante no processo democrático deve ser ouvido antecipadamente. No momento, o meu projeto inicialmente será convencer os companheiros e mostrar que sou capaz de enfrentar de cabeça erguida os poderosos nas urnas.

 

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